Planejamento Estratégico

“O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho.”

Peter Drucker

O Planejamento Estratégico é um processo estruturado que passa pelo estabelecimento de objetivos (visão futura) e a seleção das iniciativas (ações, projetos e/ou programas) necessárias para que esses objetivos sejam alcançados, levando em conta as condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada. Além disso, é fundamental o estabelecimento do modelo de governança através do qual essas iniciativas serão posteriormente monitoradas e venham realmente a entregar o valor esperado pela organização.

Esse processo segue um ciclo de vida estruturado de forma a garantir que todas as nuances envolvidas na construção de uma visão de longo prazo sejam abordadas, conforme podemos verificar na figura abaixo:

Preparação

Para dar início ao processo, é fundamental a determinação das lideranças que irão participar e estabelecer uma agenda inicial, principalmente para as reuniões que envolvam a participação de todos.

Além disso, deve ser realizado um nivelamento de conceitos, geralmente materializado sob um treinamento, presencial ou não, que garanta o estabelecimento de uma linguagem comum, para facilitar a realização das atividades que se seguirão.

Paralelamente, é importante realizar um levantamento sobre o desempenho da organização no passado recente (geralmente adota-se um período de três anos): o desempenho passado pode prover insights importantes na elaboração da estratégia futura.

Princípios

O processo de Planejamento Estratégico caminha do geral (direcionamentos de alto nível) para o específico (iniciativas). Assim, a determinação da Missão (o que a empresa faz e o que a torna especial), da Visão (onde ela quer chegar no médio prazo) e dos Valores (posturas que são valorizadas pela organização) deve ser realizada logo nas primeiras sessões de trabalho. Esses princípios constituem o Norte a ser seguido, bem como permitem restringir o foco das proposições a serem discutidas sobre aquelas que estejam de acordo com a Missão, representem avanços em direção à Visão, sem ferir os Valores estabelecidos como fundamentais. O quadro abaixo resume algumas diretrizes para a elaboração dos Princípios Estratégicos:

Ambiente

Antes de alçar voo na definição do Objetivos, Metas e Iniciativas, o processo de Planejamento Estratégico propõe um socrático “Conhece-te a ti mesmo” ... A Análise Ambiental permite aprofundar o conhecimento sobre o mercado onde a organização está inserida (clientes, fornecedores, concorrentes etc), tendências do momento, bem como sobre as capacidades da organização em se desenvolver nesse mercado.

O resultado dessa análise pode ser consolidado em uma Matriz SWOT, que apresenta as Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) identificadas, bem como as macro estratégias propostas para cada quadrante da Matriz, conforme podemos exemplificar na figura abaixo:

Objetivos

A Visão Estratégica elaborada anteriormente, que identifica um momento futuro almejado pela organização, somente pode ser atingida se objetivos mais específicos forem alcançados. Comumente, distribuímos esses objetivos em, pelo menos, quatro subconjuntos, ou perspectivas, de forma a garantir o correto balanceamento das atenções da organização sobre os alicerces do seu funcionamento. Essas perspectivas são:

a) Financeira

Agrupa os objetivos relacionados a metas de ganhos financeiros, sustentabilidade, lucro e tópicos relacionados.

b) Clientes

Consiste dos objetivos relacionados à forma com que a organização se relaciona com seus clientes e como ela pretende manter e aprimorar esse relacionamento. Melhorar a satisfação, aumentar participação de mercado e a retenção de clientes estão entre os objetivos comumente listados nessa perspectiva.

c) Processos Internos

Os objetivos aqui relacionados devem contemplar a eficiência e eficácia dos processos da organização. Objetivos de reduzir desperdícios, otimizar processos, aumentar a assertividade de prazos podem ser associados a essa perspectiva.

d) Aprendizado e Crescimento

Congregam-se, nessa perspectiva, os objetivos associados ao relacionamento da organização com seus colaboradores, tais como incentivar sua capacitação e aprimoramento, melhorar o ambiente organizacional e alinhar a visão de cada um com a visão corporativa.

Cada Objetivo Estratégico estabelecido deve, posteriormente, ter a sua evolução acompanhada pela organização. Para isso, são estabelecidas metas que são posteriormente monitoradas e fornecem um indicativo claro da eficácia das estratégias traçadas ao longo de sua execução.

Muitas vezes, os objetivos são correlacionados: se há um aumento na eficiência interna (Perspectiva Processos Internos), comumente temos reflexos na satisfação de clientes (Perspectiva Clientes) e na lucratividade da organização (Perspectiva Financeira). Como forma de apresentar claramente os objetivos estratégicos, bem como identificar os seus relacionamentos, é elaborado o Mapa Estratégico, congregando princípios, objetivos e relacionamentos, conforme podemos ver na figura abaixo:

Iniciativas

Finalmente, temos todas as informações necessárias para coletar e priorizar as iniciativas a serem propostas. Serão essas iniciativas que, se conduzidas corretamente, farão com que a estratégia proposta tenha sucesso.

As propostas de iniciativas podem vir de todos os níveis organizacionais e não é incomum encontrarmos organizações que disponibilizam canais de comunicação especificamente para esse fim. Entretanto, para que essas propostas possam ser posteriormente avaliadas e priorizadas, é fundamental que tenham uma estrutura padrão contendo as informações mínimas que permitam essa análise.

Com base nessas informações, é possível identificar claramente a contribuição de cada proposta aos Objetivos Estratégicos e determinar, com base na Análise de Custo / Benefício, qual deve ser a prioridade entre elas, conforme podemos ver na figura abaixo:

Como na maioria das vezes os recursos disponíveis são insuficientes para a realização de 100% das propostas, cabe então à organização determinar seus limites de investimento. A aplicação desse modelo faz com que seja possível otimizar esses investimentos de forma a capturar o maior valor possível, com o mínimo de investimento. O gráfico abaixo permite identifica os limites entre os investimentos acumulados e os retornos esperados desses investimentos (valor estratégico):

Conclusão

Podemos dizer que a abordagem estruturada do Planejamento Estratégico faz com que as decisões sejam significativamente mais consistentes, aumentando as chances de sucesso da organização em busca de seus objetivos. A P4Pro, através de uma metodologia objetiva, consistente e madura apresenta ao mercado uma opção diferente dos modelos tradicionais, permitindo um caminho mais rápido e direto para a materialização da sua Visão Estratégica.