5 Barreiras na Automação de Testes

A Automação de Testes de Softwares é um processo que traz muitas vantagens para toda a organização. Mas, antes de colher os benefícios, há também muitas pedras pelo caminho que precisam ser retiradas, principalmente quando as equipes não incorporaram a automação como parte do processo de desenvolvimento.

Listamos a seguir 5 barreiras que precisam ser vencidas para alcançar resultados positivos com a Automação de Testes.

Desenvolvedores e seu Status Quo – “Por que automatizar?”

Ainda existe uma separação entre a equipe de desenvolvimento e a equipe de testes em algumas empresas. Nesse cenário, os programadores não se preocupam com testes funcionais acreditando que a equipe de testes fará todo o trabalho, identificando os bugs antes do sistema ir para produção. Em metodologias com longos ciclos de desenvolvimento, esse problema se torna ainda mais evidente. Os desenvolvedores passam para a próxima funcionalidade enquanto os testes da funcionalidade anterior ainda estão sendo executados pela outra equipe. Logo os defeitos vão surgindo e são postos em uma fila para serem corrigidos, mas a equipe de desenvolvimento está ocupada demais com a funcionalidade atual. Assim, a próxima funcionalidade entra em produção, mais problemas são encontrados e a fila vai aumentando, resultando em um grande gargalo dentro do processo de desenvolvimento.

Não basta apenas os desenvolvedores construírem testes unitários, é necessário também focar nos testes de aceitação. As equipes precisam estar em um único entendimento com os testes funcionais.

A curva de Aprendizado

Automatizar testes não é uma disciplina simples. Exige conhecimentos que vão além de apenas usar uma ferramenta de automação. É necessário ter uma estrutura de testes que retorne resultados satisfatórios, tendo em vista os recursos que são empregados. Existe um tempo que precisa ser reservado para estudos, tanto pelos desenvolvedores quanto testadores para garantir testes automatizados com qualidade.

Esses times precisam entender sobre planejamento, estratégias e ferramentas de testes. É necessário um suporte para toda a equipe, além de um bom gerenciamento, ou a equipe “sairá dos trilhos” rapidamente e deixará de lado tudo que foi construído, especialmente quando um dos obstáculos é automatizar sistemas legados.

Investimento Inicial

O investimento inicial necessário pode fazer com que uma empresa opte por não adotar a automação de testes, principalmente pelo fato desse investimento ter um retorno a longo prazo. Leva tempo para decidir qual linguagem de programação usar para construir os testes, se será utilizada uma ferramenta proprietária ou se será escolhida uma construção interna. Um ambiente de testes, banco de dados, ferramentas de DevOps também devem ser considerados. O tempo de aprendizado da ferramenta de automação é um outro ponto importante para ser levado em consideração. Às vezes, as companhias investem em ferramentas sem um estudo prévio para saber qual é a mais apropriada para o contexto da organização e logo essas ferramentas são deixadas de lado. Num cenário de construção interna, as equipes podem desenvolver rotinas de testes sem um padrão apropriado, resultando em um esforço colossal para fornecer manutenção em milhares de linhas de código de testes que ninguém entende e todo o investimento é desperdiçado.

É necessário um padrão de desenvolvimento de testes, conhecimento de qual ferramenta ou linguagem é mais apropriada para a equipe, conhecimento em estratégias e técnicas de testes,  para que, com essa soma de fatores, a empresa tenha excelentes retornos e possa colher frutos consistentes e duradouros.

Pode ser difícil capturar métricas que ajudem a convencer a organização a investir em automação de testes. Verificar o custo de um bug capturado em produção versus o custo da captura durante a fase de testes ou o tempo que é levado para consertar um problema em produção versus o tempo para resolver esse problema ainda durante o desenvolvimento é um desafio e muitos times não se esforçam para conseguir essa informação, que pode ser um fator decisivo na hora de mostrar para a empresa que automatizar testes é menos custoso e gera mais valor do que lidar com bugs depois que o produto está em operação.

Fluidez do Sistema

A automação de testes de interface pode ser um desafio porque essas mesmas interfaces de usuário podem mudar frequentemente durante o desenvolvimento. Usar apenas ferramentas que gravam e executam um cenário dificilmente é uma boa escolha.

Quando o time tem uma alta maturidade com relação a desenvolvimento de interfaces gráficas ou mesmo em nível de desenvolvimento de API e trabalham em parceria com os testadores, a aplicação torna-se mais fácil de ser testada.

Devido às mudanças frequentes das interfaces, é necessário concentrar a construção dos testes em cima da lógica do negócio e não de como a tela é construída, permitindo assim que a manutenção dos testes possa ser realizada de uma forma mais eficiente.

Arquitetura do Sistema

É mais fácil automatizar testes em uma arquitetura de um sistema desenvolvida para suportar essa abordagem. Um dos obstáculos é escrever testes para sistemas que não possuem um padrão de desenvolvimento e não contemplam testes, essa não é a melhor forma de ter um retorno rápido da automação. É recomendado começar a testar estruturas do sistema que tenham um design orientado a testes, seja a nível de unidade, API ou a nível de interface e só depois que a equipe adquirir maturidade na disciplina de testes atacar aos poucos as partes mais difíceis de automatizar. Na realização de testes é igualmente importante que o time de desenvolvimento e o time de testes planejem o processo juntos. Assim, a construção do sistema será baseada nos testes que serão executados.

Conclusão

Um ótimo estudo para apresentar números reais da vantagem da automação de testes para companhia, um planejamento eficaz do que deve ser testado, escolha da ferramenta mais adequada para o time, seleção do ambiente que será disponibilizado para testes, da estratégia e técnica que será abordada e por fim, a perseverança da equipe em seguir com o planejamento frente às dificuldades de esforço de aprendizado e, principalmente, de tempo para entregar o produto dentro do roadmap da organização são a chave do sucesso para vencer todos esses obstáculos. O tempo de entrega do produto, em especial, pode levar equipes a retornarem a velhos hábitos de testar apenas alguns cenários manualmente e esperar que tudo dê certo no final da entrega, deixando para realizar a automação dos testes na próxima iteração do projeto e gerando um gargalo no processo de teste e desenvolvimento, reduzindo assim a entrega de valor do negócio.

5 Barreiras na Automação de Testes

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